Ontem foi um dia bom. É, bom. Teve momentos ótimos e momentos péssimos. Acordei e fui me arrumar para o churrasco que ia ter aqui em casa. Tomei banho, arrumei o quarto, e enquanto eu esperava a Amanda se arrumar, fiquei na internet. Daí a minha mãe veio dizer que era para a gente se apressar, pois quase todo mundo já tinha chego. Detalhe: não conheciamos ninguém, então pra gente não importava chegar cedo ou tarde. Ficamos prontas e descemos. Estava um saco. Logo pensei: ele poderia estar aqui comigo. E poderia mesmo. A vontade de chorar era evidente nos meus olhos e nos da Amanda. Ficamos sentadas na mesa de churrasco sozinhas lendo revistas e escutando música, enquanto todas as outras pessoas conversavam e riam escandalosamente na churrasqueira. Cada minuto se passava como se fossem horas, e nada de dar três horas da tarde. Era mais ou menos duas horas quando eu e a Amanda nos olhamos e falamos juntas: _Vamos subir ? Está muito chato aqui.
E assim o fizemos. Não demos tchau pra ninguém, apenas olhamos para a minha mãe que passava por nós no momento e dissemos: _Vamos embora porque ninguém vai sentir a nossa falta.
Ela não tentou impedir, e disse que realmente estava chato, e que podiamos subir sem problemas.
Entramos em casa e fomos direto deitar. Eu entrei na internet e fui falar com a Analinda. Perguntei como estavam as coisas e ela disse que estavam bem, mas que ela estava com saudades de todos e do namorado dela. Então me perguntou como eu estava e eu disse que também estava com saudade de todos e, apesar de ter visto meu namorado um dia antes e saber que dali a 15 minutos ele chegaria na minha casa, estava com saudades dele também.
A campanhia tocou, a Princesa começou a latir como se estivessem a matando. Era ele, certeza que era ele. Sai correndo e abri a porta com a maior das esperanças, e não me decepcionei, era ele mesmo.
Deitamos na minha cama e ficamos conversando por um bom tempo. Ficamos a tarde toda deitados, vendo a final da copa do mundo, conversando, brincando, se batendo. Nossa, como é bom estar do lado dele, como é maravilhoso ver que com ele eu posso eu mesma, não preciso fingir ser o que não sou. Só de olhar para ele, da vontade de dizer: Eu te amo. E acho que é quando acontece isso que a gente percebe quem nós realmente amamos, quando um olhar guarda e proporciona tanto amor, tanta vontade de amar.
Depois, para minha total vergonha, nos chamaram para ver as fotos do meu book. As fotos não estavam nem na metade quando o interfone tocou. Fui atender e era a vó dele, ele iria embora. Como é difícil deixar quem a gente ama ir embora, por mais que não seja uma despedida na qual sabemos que nunca mais vamos se ver, mas é difícil igual.
Ele foi embora e eu continuei vendo as fotos.
Quando era mais tarde, minha mãe e o pai da Amanda foram dormir, meu irmão foi ver filme e eu e a Amanda ligamos o narguile e começamos a brincar de EU NUNCA. Nunca me afoguei tanto rindo com fumaça na boca. Cantavamos, ou melhor, gritavamos tão alto, tão alto, que só de olhar uma para outra já dava uma enorme vontade de rir.
As coisas foram ficando embaraçadas, o estomago avisava que estava vazio, o carvão do narguile aos poucos se apagava, e nossa euforia aos poucos ia embora. Limpamos tudo, comemos 5 bisnaguinhas com nescau, deitamos e dormimos.
É, o dia foi bom. Foi muito bom!
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Bom, muito bom.
Publicada por Phamella Lemos à(s) 13:13
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